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Brasil se prepara para receber pela primeira vez a Copa do Mundo Feminina

Mundial de 2027 reunirá 32 seleções em oito cidades brasileiras e aumenta expectativa por maior valorização e visibilidade das mulheres no futebol

🕒 Publicado em 20/07/2026 às 10:25

A torcida brasileira já tem um novo grande encontro marcado com o futebol. Depois do encerramento da Copa do Mundo masculina, as atenções começam a se voltar para 2027, quando o Brasil será, pela primeira vez, sede da Copa do Mundo Feminina.

A competição será disputada entre 24 de junho e 25 de julho e contará com 32 seleções. Além da disputa pelo título, o evento chega ao país cercado pela expectativa de fortalecer o futebol feminino, inspirar novas gerações e ampliar a presença de meninas no esporte.

Em diferentes regiões do Brasil, jovens que cresceram acompanhando atletas como Marta já demonstram entusiasmo com a possibilidade de assistir de perto às principais jogadoras do mundo.

Nova geração se inspira nas craques brasileiras

Aos seis anos, Manuela Baère já pratica futebol e espera ansiosamente pelo início da competição. Para ela, receber um Mundial feminino representa uma oportunidade de acompanhar mais mulheres ocupando os gramados e ganhando destaque no esporte.

A mesma expectativa é compartilhada por Sofia Seabra, de 13 anos. Admiradora de Marta, a estudante de Brasília sonha em acompanhar presencialmente a abertura da competição no Rio de Janeiro.

Sofia conta que cresceu jogando futebol ao lado de meninos e encontrou no esporte uma motivação para continuar evoluindo. Agora, espera que a realização do Mundial no Brasil incentive outras garotas a seguirem o mesmo caminho.

Mundial pode deixar legado além dos estádios

A preparação para a competição também envolve a construção de um legado social e esportivo. Em abril, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nomeou a ex-jogadora Aline Pellegrino como diretora executiva de legado e relações institucionais da Copa do Mundo FIFA 2027.

Ex-capitã da seleção brasileira, vice-campeã mundial em 2007 e medalhista olímpica em Atenas 2004, Aline defende que o torneio pode contribuir para mudanças culturais relacionadas à participação das mulheres no futebol.

A expectativa é que a realização da competição incentive meninas e meninos a praticarem o esporte em condições cada vez mais igualitárias, além de ampliar o reconhecimento das atletas femininas.

Atletas esperam mais visibilidade

Para mulheres que já praticam futebol, receber uma competição dessa dimensão também representa uma oportunidade de aumentar a exposição da modalidade.

A atleta Myllene D’Arc, de 34 anos, integrante do time Republicanas de Brasília, acredita que o Mundial poderá ajudar a mostrar que o futebol é um espaço que também pertence às mulheres.

Assim como muitas jogadoras, ela começou praticando o esporte ao lado de meninos e espera que a competição contribua para derrubar barreiras e incentivar novas atletas.

Apesar das diferentes expectativas em relação ao torneio, uma percepção é amplamente compartilhada entre torcedores e praticantes da modalidade: o futebol feminino ainda precisa conquistar maior visibilidade e valorização.

Oito cidades receberão os jogos

A competição será realizada em oito cidades brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Será a primeira edição do Mundial feminino realizada no Brasil, transformando o país no centro das atenções do futebol internacional durante pouco mais de um mês.

Desde a primeira edição da competição, realizada em 1991, apenas quatro seleções conseguiram conquistar o título ao longo das nove edições disputadas.

Para a seleção brasileira, que ainda busca sua primeira taça mundial, jogar diante da própria torcida poderá representar uma oportunidade histórica.

Mais do que receber as principais seleções do planeta, o Mundial de 2027 chega com potencial para fortalecer a modalidade no país, revelar novas jogadoras e inspirar milhares de meninas que sonham em construir suas próprias histórias dentro dos gramados.

**Informações via Agência Brasil

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