A batata-doce, antes vista apenas como coadjuvante nas feiras e cozinhas do interior, se tornou protagonista no agronegócio brasileiro. Em um intervalo de apenas 15 anos, a produção do tubérculo praticamente dobrou no país, alavancada principalmente pelo aumento do consumo entre pessoas que buscam uma alimentação saudável e rica em energia de qualidade.
Fonte natural de carboidratos complexos e fibras, a batata-doce oferece energia sustentada e ajuda no controle dos níveis de glicose, o que a tornou queridinha no cardápio de atletas, praticantes de musculação e adeptos da dieta funcional.
O crescimento não passou despercebido no campo. Agricultores da região de Presidente Prudente (SP), que já cultivavam a hortaliça muito antes da moda fitness, apostaram em tecnologia agrícola, manejo sustentável e expansão das áreas de cultivo. O resultado? O estado de São Paulo saltou de 45 mil toneladas em 2009 para mais de 158 mil toneladas em 2023, segundo dados do IBGE.
Mas o avanço não é apenas nacional. A batata-doce também passou a ser valorizada no mercado internacional, abrindo portas para a exportação. Para isso, os produtores buscaram certificações internacionais de qualidade e passaram a seguir rigorosos protocolos de boas práticas agrícolas, tornando o produto competitivo fora do Brasil.




