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NOTÍCIAAbilio projeta dois anos de ajuste fiscal para recuperar finanças de Cuiabá

Abilio projeta dois anos de ajuste fiscal para recuperar finanças de Cuiabá

Prefeito aponta déficit bilionário herdado da gestão anterior e afirma que austeridade continuará, mesmo sem o decreto de calamidade financeira

🕒 Publicado em 09/07/2025 às 14:50

Durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (9), no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a prefeitura ainda deverá enfrentar pelo menos dois anos de aperto fiscal até que as finanças municipais sejam equilibradas. O evento marcou a apresentação do balanço dos primeiros seis meses de sua gestão.

O prefeito explicou que, embora o decreto de calamidade financeira — em vigor de janeiro a julho deste ano — não tenha sido prorrogado, o cenário exige continuidade nas medidas de contenção.

“Encerramos o decreto porque ele impõe travas que prejudicam o funcionamento de áreas essenciais, como a Saúde. Mas o ajuste fiscal continua. O rombo é tão grande que não será resolvido em menos de dois anos”, afirmou Abilio.

O chefe do Executivo ainda comparou a transição atual com a anterior, entre as gestões Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro, alegando que herdou uma prefeitura em situação bem mais crítica do que a que Emanuel recebeu:

  • Déficit deixado: R$ 1,15 bilhão
  • Dívidas a longo prazo: passaram de R$ 647 milhões para R$ 1,6 bilhão
  • Restos a pagar: subiram de R$ 62 milhões para R$ 530 milhões
  • Retenções pendentes: INSS, FGTS e IR de prestadoras de serviços também foram deixadas sem repasse

Apesar do quadro alarmante, Abilio destacou que a não renovação do decreto foi estratégica: “Precisamos de alguma flexibilidade orçamentária para que as secretarias consigam executar seus trabalhos. A calamidade era necessária no início, mas o excesso de rigidez trava a gestão.”

A equipe econômica da prefeitura segue empenhada em ajustar as contas e garantir o funcionamento dos serviços essenciais. A meta é equilibrar o caixa até o final de 2026.

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