Uma infecção grave, conhecida popularmente como “pescoço de touro”, está voltando a preocupar a Europa. Trata-se da difteria, doença bacteriana altamente contagiosa que, em casos mais avançados, provoca inchaço severo no pescoço e pode levar à morte se não for tratada rapidamente. Desde janeiro de 2023, já foram confirmados 234 casos em diferentes países europeus, de acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC).
A difteria é transmitida pelo ar ou pelo contato direto com secreções de pessoas infectadas. Seus sintomas mais comuns incluem febre, dor de garganta intensa e uma placa espessa, de coloração acinzentada, que se forma na garganta, no nariz ou na língua. Nos quadros graves, o inchaço acentuado na região do pescoço dificulta a respiração — daí o nome “pescoço de touro”, em referência ao aspecto rígido e dilatado da área.
Autoridades de saúde classificam a situação como preocupante, especialmente em razão da queda nas taxas de vacinação em algumas regiões da Europa. A doença, considerada controlada há décadas em muitos países por meio de campanhas de imunização, volta a circular com força, atingindo principalmente populações não vacinadas ou com o esquema vacinal incompleto.
A difteria pode ser tratada com antibióticos e antitoxinas, mas a eficácia depende de um diagnóstico rápido. A demora no atendimento pode levar a complicações graves, incluindo paralisia, falência respiratória e até morte. Por isso, especialistas reforçam a importância de manter a vacinação em dia — especialmente entre crianças, que compõem o grupo de maior risco.
Com a mobilidade internacional e a facilidade de circulação entre países, o surto europeu também acende um alerta para outras regiões do mundo, inclusive o Brasil, onde a cobertura vacinal infantil vem apresentando queda nos últimos anos. A vigilância epidemiológica está em estado de atenção, e o controle depende diretamente da prevenção.




