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Mauro Mendes critica tarifaço de Trump e pede que Lula priorize interesses do Brasil

Governador alerta para impactos econômicos da medida e defende menos ideologia e mais pragmatismo nas relações internacionais

🕒 Publicado em 10/07/2025 às 14:19

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), demonstrou preocupação com o recente anúncio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a elevação de 50% nas tarifas de importação sobre produtos brasileiros. A medida, que pode afetar diretamente estados exportadores como Mato Grosso, levou o chefe do Executivo estadual a cobrar uma postura mais pragmática do governo federal.

“Recebi com surpresa e preocupação essa decisão de Trump. Precisamos menos radicalismo e mais foco no que traz resultados reais para o Brasil”, declarou Mendes em entrevista concedida nesta quinta-feira (10).

Sem entrar em disputas ideológicas, o governador evitou apontar culpados entre os líderes políticos e reforçou a importância de maturidade nas relações internacionais. “Não se trata de saber se Lula ou Bolsonaro está certo. O que importa agora é o presidente Lula manter o foco no Brasil, nos nossos desafios, enquanto os Estados Unidos cuidam dos seus”, completou.

Mauro Mendes também relembrou os efeitos negativos de embates econômicos passados, como a guerra tarifária entre EUA e China, ressaltando que esse tipo de conflito pode se tornar prejudicial para países com economia dependente das exportações, como o Brasil.

“Já vimos esse tipo de situação antes. Quando um lado aumenta tarifas, o outro responde na mesma moeda. E países como os EUA têm muito mais poder de reação. Isso prejudica nossa competitividade e pode desequilibrar nossa balança comercial”, alertou.

O governador enfatizou ainda que barreiras comerciais podem comprometer o equilíbrio fiscal do país. “O Brasil precisa do comércio exterior para manter sua balança positiva. Se as exportações caírem, teremos mais dificuldade para manter as contas públicas em ordem”, afirmou.

Ao final da entrevista, Mendes fez um apelo por menos ideologia e mais bom senso nas decisões do governo federal. “É hora de agir com responsabilidade, colocar o Brasil em primeiro lugar e deixar de lado disputas políticas que não ajudam em nada. O momento exige sensatez”, concluiu.

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