O ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis, de 49 anos, será levado a júri popular ainda neste mês, em Cuiabá, pelo assassinato brutal da advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, 48 anos. A Justiça já deu os primeiros passos para definir a data do julgamento, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar o último recurso da defesa.
O processo retornou à primeira instância e foi encaminhado no último dia 4 de julho ao Ministério Público e à Defensoria Pública. As partes terão, a partir do dia 14 deste mês, um prazo de cinco dias para apresentar o rol de testemunhas. Com isso, a data do julgamento deve ser oficialmente marcada ainda em julho.
O feminicídio, ocorrido em agosto de 2023, causou grande comoção em Mato Grosso. Cristiane foi espancada até a morte e teve seu corpo abandonado no estacionamento do Parque das Águas, a mais de 10 km da casa onde o crime foi cometido. Segundo as investigações, ela foi levada até a residência de Almir, no bairro Santa Amália, após conhecê-lo em um bar naquela mesma noite. Lá, sofreu violência sexual e foi assassinada com extrema crueldade.
Após o crime, o acusado lavou o corpo, vestiu a vítima e ocultou o cadáver dentro do veículo dela. O ex-PM ainda tentou limpar vestígios do sangue em casa e nas roupas, mas foi preso em flagrante poucas horas depois, ao lado da namorada, na mesma residência.
O STJ manteve a decisão que o pronunciou por homicídio qualificado, com agravantes de crueldade, dificuldade de defesa da vítima, ocultação do crime e enquadramento na Lei dos Crimes Hediondos (Lei nº 8.072/1990). Um laudo de sanidade mental, feito em janeiro deste ano, atestou que o réu tinha plena consciência de seus atos no momento do crime.
A expectativa é de que o julgamento ocorra antes do dia 13 de agosto, quando o feminicídio completa dois anos.




