O Impostômetro, painel da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que contabiliza os tributos pagos pelos brasileiros em tempo real, atingiu nesta quinta-feira (3) a marca de R$ 2 trilhões arrecadados em 2025. A cifra foi alcançada 18 dias antes do que no ano passado, quando o número só foi atingido em 21 de julho.
O volume representa uma alta de 11,1% na arrecadação em relação ao mesmo período de 2024, quando o painel registrava cerca de R$ 1,8 trilhão.
Economistas apontam que o resultado é reflexo de um conjunto de fatores, como o aquecimento da economia, novas medidas de tributação adotadas pelo governo federal e, principalmente, a inflação, que acaba ampliando o valor dos tributos arrecadados sobre bens e serviços.
Segundo Ulisses Ruiz de Gamboa, do Instituto de Economia Gastão Vidigal, o modelo tributário brasileiro — baseado majoritariamente no consumo — faz com que aumentos nos preços impactem diretamente na arrecadação. “Quanto mais caro o produto, maior o imposto recolhido”, explica.
Recorde Histórico
O valor de R$ 2 trilhões foi registrado pela primeira vez em 9 de dezembro de 2015. A marca alcançada no início de julho deste ano evidencia o ritmo acelerado da arrecadação em 2025.
Caso o cenário atual se mantenha, a projeção é que o Impostômetro feche o ano com um novo recorde absoluto em arrecadação. O dado reacende discussões sobre a alta carga tributária no país e o impacto direto no bolso da população.




