O Brasil registrou uma expressiva queda de 65,8% nas áreas atingidas por queimadas no primeiro semestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Entre janeiro e junho, cerca de 1 milhão de hectares foram afetados, contra 3,1 milhões em 2024, segundo dados do Lasa/UFRJ divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente.
Além disso, houve uma redução de 46,4% no número de focos de calor, totalizando 19.277 registros — o menor número desde 2018, conforme o Inpe. A melhora foi observada principalmente na Amazônia, Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica, com destaque para o Pantanal, que teve queda de 97,8% na área queimada.
O resultado é atribuído a uma combinação de clima menos severo e a uma série de medidas coordenadas pelo governo, incluindo a contratação recorde de brigadistas, fortalecimento do Ibama com novos helicópteros, e ações integradas com estados e municípios por meio da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo.
O Fundo Amazônia também teve papel relevante, com R$ 405 milhões destinados aos Corpos de Bombeiros dos estados da Amazônia Legal desde 2023. A ministra Marina Silva reforçou que combater incêndios florestais é uma prioridade do governo Lula e que a vigilância segue necessária, apesar da melhora nos índices.
No entanto, os biomas Caatinga e Pampa apresentaram aumento nas queimadas e focos de calor, exigindo atenção redobrada das autoridades locais.




