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NOTÍCIAPersonal trainer celebra condenação de ex-policial por agressão: “A Justiça foi feita”

Personal trainer celebra condenação de ex-policial por agressão: “A Justiça foi feita”

Débora Sander, vítima de violência doméstica, compartilha relato comovente nas redes e incentiva mulheres a denunciarem abusos

🕒 Publicado em 02/07/2025 às 17:09

Após um longo processo judicial, a personal trainer Débora Sander comemorou publicamente a condenação de seu ex-companheiro, o policial civil Sanderson Ferreira de Castro Souza, por agressão. Ele foi sentenciado a 15 anos de prisão em regime fechado, após espancar Débora em um episódio ocorrido em agosto de 2024, em Cuiabá.

Em vídeo publicado no Instagram na última terça-feira (1º), Débora expressou alívio com a decisão da Justiça. Ela agradeceu o apoio que recebeu ao longo do processo e reforçou a importância da denúncia em casos de violência doméstica. “A Justiça está sendo feita. Eu passei por muita coisa, mas agora me sinto mais segura”, disse emocionada.

Relembre o caso

O caso ganhou repercussão nas redes sociais ainda em 2024, quando Débora, mesmo com o rosto machucado e visivelmente abalada, compartilhou sua história. Segundo ela, o relacionamento com Sanderson começou durante um momento de fragilidade emocional, após a perda de seu marido. A princípio, o então parceiro se mostrou carismático e acolhedor — um comportamento que, segundo Débora, é típico de homens abusivos com traços narcisistas.

Com o tempo, surgiram os abusos psicológicos e, mais tarde, os físicos. O estopim ocorreu em 4 de agosto de 2024, quando a vítima foi brutalmente agredida. Mesmo ferida, ela procurou a delegacia da mulher e registrou boletim de ocorrência.

Débora afirma ter enfrentado resistência por parte dos primeiros policiais que atenderam o caso. Segundo ela, colegas do agressor tentaram coagi-la a não formalizar a denúncia. “Estava toda ensanguentada e nem fui levada ao hospital. Fui sozinha à delegacia depois que eles foram embora”, relatou.

Prisão e condenação

A prisão de Sanderson só aconteceu quase um mês depois, em 1º de setembro, após forte pressão nas redes sociais. A defesa de Débora, liderada pela advogada Karime Oliveira Dogan, denunciou omissões na condução do caso e obteve a suspensão da licença-prêmio concedida ao agressor, o que acelerou a investigação.

O julgamento teve audiência de instrução em novembro de 2024 e a sentença foi proferida no final de maio de 2025. Desde então, Sanderson permanece preso, com todos os pedidos de liberdade negados. A defesa dele entrou com recurso, mas a advogada da vítima acredita que a condenação será mantida, considerando a solidez das provas apresentadas.

Traumas e superação

Apesar do desfecho favorável na Justiça, Débora revela que ainda convive com traumas emocionais. “Hoje, eu tenho medo de andar na rua à noite, de estar perto de homens armados, até mesmo de ver um policial fardado. Isso me faz reviver tudo”, relatou.

Ela espera que seu ex-companheiro continue preso e seja desligado da Polícia Civil. Em seu depoimento nas redes, reforçou a importância da rede de apoio às vítimas e incentivou outras mulheres a denunciarem situações de abuso. “A gente precisa de mais mulheres que tenham coragem. Não estamos sozinhas. Existe apoio e existem leis que nos protegem”, concluiu.

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