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Soldado da PM se entrega após matar a esposa em Cuiabá; caso é investigado como feminicídio

Militar se entregou à Polícia Civil horas após o crime. Arma usada no assassinato foi retirada pela PM antes da chegada da equipe de investigação, o que gerou críticas da Polícia Civil.

🕒 Publicado em 26/05/2025 às 11:50

O soldado da Polícia Militar Ricker Maximiano de Moraes se entregou à Polícia Civil na madrugada desta segunda-feira (26), após ser acusado de matar a própria esposa, Gabrielle Daniel de Moraes, de 32 anos, no domingo (25), em Cuiabá. O crime, ocorrido na residência do casal no bairro Praieiro, é investigado como feminicídio pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo informações do delegado Edson Pick, titular da DHPP, após o assassinato, o militar fugiu levando os dois filhos do casal e a arma utilizada no crime. As crianças e o armamento foram deixados na casa do pai do suspeito, no município vizinho de Várzea Grande.

A situação gerou polêmica após a Polícia Militar recolher a arma antes da chegada da equipe da DHPP. “Viemos fazer a apreensão da arma do crime, que ele tinha deixado na casa do pai dele, e a Polícia Militar veio aqui e retirou a arma. Mais uma vez a PM mexeu na cena do crime. Isso atrapalha demais as investigações”, criticou o delegado.

Pick também destacou que a retirada compromete a cadeia de custódia e pode dificultar a elucidação do caso. “Eu não sei o motivo, nem quem retirou a arma do local. Agora é aguardar que a Polícia Militar apresente essa arma para explicar como e por que a retirou”, completou.

Testemunhas relataram que o crime foi precedido por uma discussão entre o casal. Gabrielle foi baleada e morreu ainda no local. A arma utilizada no assassinato era uma pistola de uso restrito da corporação.

Após algumas horas foragido, o soldado se apresentou espontaneamente à DHPP e foi preso. A Polícia Civil vai solicitar a conversão da prisão em flagrante para preventiva. Ele deverá passar por audiência de custódia ainda hoje.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou os trabalhos no local do crime, e o corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para necropsia.

Até o momento, o comando da Polícia Militar não se pronunciou oficialmente sobre o caso nem sobre a retirada da arma da cena do crime. As investigações seguem em andamento.

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