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Senado aprova reajuste do piso salarial dos professores para R$ 5,1 mil em 2026

Medida provisória garante aumento de 5,4% para profissionais da educação básica e segue para sanção presidencial

🕒 Publicado em 27/05/2026 às 06:49

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (26) a Medida Provisória 1.334/2026, que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 a partir deste ano. O texto agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O novo valor representa aumento de 5,4% em relação ao piso anterior, fixado em R$ 4.867,77. Segundo o Governo Federal, o reajuste também garante ganho real de 1,5 ponto percentual acima da inflação.

A medida foi editada pelo presidente em janeiro deste ano e já estava em vigor desde então, mas precisava ser aprovada pelo Congresso Nacional para se tornar definitiva.

Com a nova regra, o cálculo do reajuste do piso passa a considerar a soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) com 50% da média do crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

De acordo com o Governo Federal, a metodologia anterior teria garantido recomposição de apenas 0,37%, enquanto a nova fórmula elevou o reajuste para 5,4%.

A relatora da proposta no Senado, Professora Dorinha Seabra, informou que a mudança deverá gerar impacto financeiro estimado em R$ 6,4 bilhões em 2026.

O texto aprovado também estabelece limites para futuros reajustes do piso salarial. Pela regra, os aumentos não poderão ultrapassar a variação da receita nominal do Fundeb entre os dois anos anteriores, nem ficar abaixo da inflação medida pelo INPC.

Durante a tramitação, a relatora também incluiu no texto um pedido do Governo Federal para ampliar até o fim de 2028 o prazo para a União identificar terrenos de marinha localizados às margens de rios e áreas litorâneas.

A medida havia sido prevista em outra medida provisória, a MP 1.332/25, que ainda não teve comissão instalada no Congresso e perderá validade em junho.

A proposta aprovada passou por comissão mista formada por deputados e senadores antes de seguir para votação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Plenário do Senado.

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