A China deu mais um passo em seu programa espacial ao lançar neste domingo (25) a missão tripulada Shenzhou-23, que levará três astronautas à estação espacial Tiangong. A operação marca uma nova etapa da estratégia chinesa para ampliar sua presença no espaço e avançar nos planos de realizar um pouso tripulado na Lua até 2030.
O lançamento ocorreu no Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no Noroeste chinês, utilizando o foguete Long March-2F Y23. A missão chamou atenção porque um dos integrantes deverá permanecer na estação espacial por aproximadamente um ano, estabelecendo um novo recorde de permanência espacial para a China.
Segundo a Agência Espacial Tripulada da China, a definição de qual astronauta ficará durante todo esse período dependerá do andamento das operações e dos estudos realizados na missão.
Entre os tripulantes está Li Jiaying, especialista em carga útil e ex-inspetor de polícia de Hong Kong, que se tornou o primeiro astronauta da região a participar de uma missão espacial chinesa. Também integram a equipe o comandante Zhu Yangzhu e o piloto Zhang Yuanzhi, ambos ligados à divisão de astronautas do Exército de Libertação Popular.
A permanência prolongada na estação Tiangong permitirá aos cientistas chineses aprofundar pesquisas sobre os efeitos fisiológicos do espaço no corpo humano em missões de longa duração.
A missão acontece em meio à crescente disputa tecnológica e estratégica entre China e Estados Unidos na corrida pela exploração lunar. O governo chinês mantém o objetivo de enviar astronautas à Lua até o fim da década, enquanto a Nasa trabalha para realizar uma nova missão tripulada em 2028.
Os norte-americanos defendem a criação de uma presença permanente na Lua como etapa preparatória para futuras viagens humanas a Marte. Já Pequim rejeita acusações feitas por autoridades dos EUA sobre supostos planos de exploração territorial e econômica do solo lunar.
Nos últimos anos, a China ampliou significativamente seus investimentos no setor aeroespacial e já realizou diversas missões tripuladas para a estação Tiangong, consolidando o país como uma das principais potências espaciais do mundo.
**Informações via Agência Brasil




