A cidade do Rio de Janeiro já começou os preparativos para receber a 31ª edição da Parada do Orgulho LGBTI+, marcada para o dia 22 de novembro, na orla de Copacabana. Neste ano, o evento traz como tema “Reconhecemos justa toda forma de amor e de existência”, destacando conquistas históricas e a defesa contínua dos direitos da comunidade.
A proposta da edição de 2026 é ampliar o debate sobre igualdade, respeito e inclusão, reforçando pautas relacionadas ao casamento homoafetivo, combate à LGBTfobia e direitos de pessoas trans e travestis.
Segundo o presidente do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+, Claudio Nascimento, a mobilização busca unir celebração, conscientização e reivindicações políticas. Ele destacou que, apesar dos avanços conquistados nos últimos anos, ainda existem desafios importantes envolvendo reconhecimento legal e políticas públicas voltadas à população LGBTI+.
Entre os temas defendidos pela organização estão o direito ao uso de banheiros por mulheres trans, acesso à saúde, hormonoterapia, inclusão no mercado de trabalho e garantia de dignidade para a comunidade.
A expectativa é que a edição deste ano mantenha a grande adesão registrada em 2025, quando centenas de milhares de pessoas participaram do evento na Avenida Atlântica, que contou com dezenas de atrações musicais e trios elétricos.
Além da tradicional caminhada em Copacabana, a organização anunciou um calendário com mais de 30 atividades culturais e institucionais até novembro. Os eventos vão abordar cidadania, diversidade, representatividade e direitos humanos.
A programação começa já na próxima segunda-feira (25), com o sarau “Memórias dos afetos, herança de nossos amores e de nossas lutas”, realizado no Teatro Carlos Gomes. O encontro reunirá relatos de casais LGBTI+ que compartilharão experiências e histórias de vida.
Entre os participantes estão a vereadora Mônica Benicio, viúva de Marielle Franco, e o ativista Claudio Nascimento, que protagonizou, em 1994, o primeiro casamento público gay do Brasil ao lado de Adauto Belarmino.
Os organizadores também chamaram atenção para a importância do apoio financeiro ao evento. De acordo com estimativas citadas pela organização, a Parada do Orgulho movimenta milhões de reais na economia carioca, gerando arrecadação de impostos e impacto positivo no turismo e comércio local.
Claudio Nascimento reforçou ainda a necessidade de maior participação da iniciativa privada em ações permanentes voltadas à diversidade, defendendo que o apoio à comunidade não aconteça apenas em datas comemorativas.
**Informações via Agência Brasil




