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Polícia Civil deflagra Operação Ilusion contra empresa de formaturas que deu calote em formandos

Ação da Polícia Civil mira empresários acusados de aplicar golpe em formandos após encerramento repentino de empresa de eventos; prejuízo ultrapassa R$ 7 milhões.

🕒 Publicado em 20/05/2025 às 11:52

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Ilusion, para cumprimento de 20 ordens judiciais contra os responsáveis por uma empresa do ramo de eventos de formatura que encerrou suas atividades de forma repentina e deixou de cumprir contratos com centenas de clientes. A operação é conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), em resposta a centenas de vítimas lesadas no final de 2024.

A empresa, que atuava em Cuiabá, encerrou suas atividades em janeiro de 2025, deixando milhares de formandos e familiares sem cerimônias de colação de grau e festas de formatura. Segundo as investigações, o prejuízo ultrapassa R$ 7 milhões e atingiu aproximadamente mil formandos de mais de 40 turmas, incluindo cursos de medicina e escolas públicas e particulares de Mato Grosso e Rondônia.

Empresários foragidos

Entre as ordens judiciais cumpridas estão mandados de prisão preventiva contra os empresários E.S.S., de 51 anos, e M.J.A.N., de 49 anos, que administravam as empresas Imagem Eventos e Graduar Decoração e Fotografia. Ambos não foram localizados e agora são considerados foragidos da Justiça.

Além das prisões, a operação cumpre mandados de busca e apreensão, restrição de oito veículos, suspensão de atividades econômicas de empresas e bloqueio de bens e valores dos suspeitos, totalizando mais de R$ 7 milhões. Os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) com parecer favorável da 18ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá.

As diligências ocorrem também nas cidades de Maringá (PR) e João Pessoa (PB), com apoio das respectivas Polícias Civis.

Investigação aponta golpe premeditado

De acordo com o delegado da Decon, Rogério Ferreira, os empresários sabiam que não conseguiriam cumprir os contratos e, ainda assim, continuaram fechando novos acordos, promovendo ações de vendas e exigindo pagamento à vista, tudo como parte de um plano para encerrar a empresa e deixar a cidade.

“Os investigados ocultaram mídias digitais de eventos ainda não entregues, com a intenção de comercializá-las depois. Ficou evidente que o encerramento das atividades foi premeditado”, afirmou o delegado.

Crimes e penalidades

Os envolvidos são investigados por crimes contra o patrimônio, crimes contra as relações de consumo e associação criminosa, com penas que podem chegar a 13 anos de prisão, além de multa.

Denúncias

Consumidores lesados podem procurar a Delegacia do Consumidor, na Rua General Otavio Neves, nº 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Também é possível enviar e-mail para decon@pjc.mt.gov.br, ligar para o 197 ou registrar a denúncia pela Delegacia Virtual, no link: https://portal.sesp.mt.gov.br/delegacia-web/pages/home.seam.

Da Redação/ acaradopovo.com.br

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