A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Ilusion, para cumprimento de 20 ordens judiciais contra os responsáveis por uma empresa do ramo de eventos de formatura que encerrou suas atividades de forma repentina e deixou de cumprir contratos com centenas de clientes. A operação é conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), em resposta a centenas de vítimas lesadas no final de 2024.
A empresa, que atuava em Cuiabá, encerrou suas atividades em janeiro de 2025, deixando milhares de formandos e familiares sem cerimônias de colação de grau e festas de formatura. Segundo as investigações, o prejuízo ultrapassa R$ 7 milhões e atingiu aproximadamente mil formandos de mais de 40 turmas, incluindo cursos de medicina e escolas públicas e particulares de Mato Grosso e Rondônia.
Empresários foragidos
Entre as ordens judiciais cumpridas estão mandados de prisão preventiva contra os empresários E.S.S., de 51 anos, e M.J.A.N., de 49 anos, que administravam as empresas Imagem Eventos e Graduar Decoração e Fotografia. Ambos não foram localizados e agora são considerados foragidos da Justiça.

Além das prisões, a operação cumpre mandados de busca e apreensão, restrição de oito veículos, suspensão de atividades econômicas de empresas e bloqueio de bens e valores dos suspeitos, totalizando mais de R$ 7 milhões. Os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) com parecer favorável da 18ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá.
As diligências ocorrem também nas cidades de Maringá (PR) e João Pessoa (PB), com apoio das respectivas Polícias Civis.
Investigação aponta golpe premeditado
De acordo com o delegado da Decon, Rogério Ferreira, os empresários sabiam que não conseguiriam cumprir os contratos e, ainda assim, continuaram fechando novos acordos, promovendo ações de vendas e exigindo pagamento à vista, tudo como parte de um plano para encerrar a empresa e deixar a cidade.

“Os investigados ocultaram mídias digitais de eventos ainda não entregues, com a intenção de comercializá-las depois. Ficou evidente que o encerramento das atividades foi premeditado”, afirmou o delegado.
Crimes e penalidades
Os envolvidos são investigados por crimes contra o patrimônio, crimes contra as relações de consumo e associação criminosa, com penas que podem chegar a 13 anos de prisão, além de multa.
Denúncias
Consumidores lesados podem procurar a Delegacia do Consumidor, na Rua General Otavio Neves, nº 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Também é possível enviar e-mail para decon@pjc.mt.gov.br, ligar para o 197 ou registrar a denúncia pela Delegacia Virtual, no link: https://portal.sesp.mt.gov.br/delegacia-web/pages/home.seam.
Da Redação/ acaradopovo.com.br




