Mesmo enfrentando dificuldades no início do cultivo devido à falta de chuvas, Mato Grosso deve registrar, em 2025, a maior colheita de sua história agrícola. O Estado segue como o principal produtor nacional de grãos e fibras e deve superar a marca de 102 milhões de toneladas, segundo estimativas da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
O volume estimado representa um salto de 10% em relação ao ciclo anterior, que fechou em 93,19 milhões de toneladas. Com esse desempenho, Mato Grosso continuará sendo responsável por mais de um terço da produção nacional de grãos.
Soja puxa crescimento da produção estadual
A soja é o carro-chefe da safra estadual. A área cultivada teve crescimento de 2,9%, mas a produção aumentou quase 27%, saindo de 39,34 milhões de toneladas para 49,71 milhões de toneladas. Isso representa mais de um milhão de toneladas adicionais, consolidando a oleaginosa como principal destaque da temporada.
Outras culturas também se mantêm em evidência. O algodão em pluma tem produção estimada em 2,69 mil toneladas, um acréscimo de 1,7% sobre a safra anterior. Já o milho segunda safra pode registrar uma leve retração, com queda de 2,2%, passando de 48,20 milhões para 47,15 milhões de toneladas.
Produção nacional também bate recordes
A nível nacional, a safra 2024/25 tende a atingir um volume recorde de 332,9 milhões de toneladas, segundo o 8º Levantamento da Safra divulgado pela Conab em 15 de maio. O crescimento em relação ao ciclo anterior é de 35,4 milhões de toneladas.
A área cultivada no país subiu 2,2%, alcançando 81,7 milhões de hectares, enquanto a produtividade média das lavouras teve uma recuperação expressiva de 9,5%, chegando a 4.074 kg por hectare.
A soja, com estimativa de 168,3 milhões de toneladas, lidera a produção nacional e registra a maior colheita da história no país. A colheita da oleaginosa já foi concluída em praticamente todo o território, com resultados excepcionais em estados como Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Tocantins, impulsionados por condições climáticas favoráveis e alta eficiência dos produtores.
O milho, outra cultura relevante, tem produção total projetada em 126,9 milhões de toneladas, alta de 9,9% em relação ao ciclo anterior. A 1ª safra do cereal já foi colhida em 77,6% da área plantada, com expectativa de 24,7 milhões de toneladas. A 2ª safra, com semeadura concluída, deve alcançar cerca de 99,8 milhões de toneladas.
Arroz, feijão e trigo também avançam
A produção de arroz deve alcançar 12,1 milhões de toneladas, alta de 14,8%, resultado de maior área cultivada e ganho de produtividade. O feijão, ao final das três safras, deve atingir 3,2 milhões de toneladas, volume suficiente para garantir o abastecimento interno.
Na segunda safra do algodão, a produção de pluma pode atingir 3,9 milhões de toneladas, com crescimento de 5,5% sobre a safra anterior. A área plantada é de aproximadamente 2,1 milhões de hectares, expansão de 7,2%.
Já para as culturas de inverno, como o trigo, os trabalhos de plantio começaram em alguns estados, com destaque para o Paraná, que já semeou 26% da área prevista. A produção nacional do cereal está estimada em 8,3 milhões de toneladas, alta de 4,6% frente ao ciclo anterior.




