O Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT), vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (SES), vem fortalecendo o diagnóstico rápido e preciso de casos de meningite no Estado. Desde 2024, a unidade passou a utilizar a técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (RT-PCR), que permite identificar simultaneamente os principais agentes causadores da doença, como vírus, bactérias e fungos, além de realizar a sorogrupagem da bactéria responsável pela doença meningocócica, considerada uma das formas mais graves da meningite. Com a nova tecnologia, os resultados podem ser liberados em até 24 horas.
Entre janeiro de 2023 e abril de 2026, o Lacen já realizou 1.174 exames voltados à investigação de meningite bacteriana. Segundo o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, os investimentos feitos no laboratório ampliaram a capacidade de resposta da rede pública, garantindo mais agilidade nos diagnósticos e reforçando a importância da vacinação de crianças e adolescentes.
A diretora do Lacen, Elaine Cristina de Oliveira, destacou que a meningite é uma doença de notificação compulsória, devendo ser comunicada às autoridades de saúde em até 24 horas após a suspeita. Segundo ela, a rapidez no diagnóstico é fundamental para que sejam adotadas medidas de controle e prevenção da transmissão.
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus, bactérias, fungos ou até fatores não infecciosos. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos e confusão mental. Entre as formas mais graves está a doença meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, transmitida por secreções respiratórias de pessoas infectadas.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente vacinas contra meningite meningocócica. Em Mato Grosso, a cobertura vacinal contra meningococo C em crianças menores de um ano alcançou 98,72%, índice considerado elevado pelas autoridades de saúde.




