A Escola de Saúde Pública de Mato Grosso concluiu, nesta terça-feira (28.4), mais uma etapa estratégica na qualificação de profissionais da saúde ao formar 19 médicos especialistas em hanseníase. A iniciativa, realizada em parceria com a Sociedade Brasileira de Hansenologia e vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, fortalece a rede de atendimento no Sistema Único de Saúde.
Os novos especialistas irão atuar em 11 municípios: Cáceres, Chapada dos Guimarães, Conquista D’Oeste, Cuiabá, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda, Querência, São José dos Quatro Marcos, Sinop, Terra Nova do Norte e Várzea Grande.
Segundo o secretário de Saúde, Juliano Melo, os profissionais estão aptos a oferecer cuidado integral aos pacientes, ampliando a capacidade de resposta do sistema público. Com esta turma, o Estado já soma 55 médicos capacitados desde o início do programa, em 2022.
A superintendente da ESP-MT, Silvia Tomaz, destacou que a especialização integra o planejamento estratégico da SES para qualificar profissionais e enfrentar doenças que ainda representam desafios à saúde pública.
Formação técnica e impacto no atendimento
Com carga horária de 440 horas, o curso contemplou desde diagnóstico clínico dermato-neurológico até manejo terapêutico, exames laboratoriais, reabilitação física e vigilância epidemiológica. A formação também inclui acompanhamento de contatos familiares e ações preventivas.
A cerimônia de encerramento reuniu representantes do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, do Conselho Regional de Medicina e da própria Sociedade Brasileira de Hansenologia, além de gestores e profissionais da saúde.
Nos dias 27 e 28 de abril, os participantes apresentaram seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), consolidando a etapa final da especialização.
A Escola de Saúde Pública já formou 34 especialistas na primeira turma e mantém outros 33 profissionais em formação na segunda edição do curso.

Sobre a doença
A Hanseníase é uma doença crônica e transmissível que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo causar incapacidades permanentes se não tratada precocemente. Apesar disso, tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS.
A ampliação do número de especialistas é considerada fundamental para garantir diagnóstico precoce, tratamento adequado e interrupção da cadeia de transmissão.




