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Operação Western avança e mira finanças do tráfico de drogas em Mato Grosso

Segunda fase cumpre mandados e bloqueia contas para desarticular estrutura criminosa em três municípios

🕒 Publicado em 28/04/2026 às 06:44

A Polícia Civil de Mato Grosso intensificou a ofensiva contra o crime organizado ao deflagrar, nesta terça-feira (28), a segunda fase da Operação Western, com foco na desarticulação financeira de um grupo envolvido com o tráfico de drogas. A ação integra uma estratégia de inteligência voltada à interrupção da cadeia de fornecimento e do fluxo de recursos ilícitos.

As investigações têm alcance nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Pontes e Lacerda, com cumprimento de sete ordens judiciais, incluindo três mandados de busca e apreensão e quatro bloqueios de contas bancárias. O limite de bloqueio chega a R$ 50 mil por conta, com o objetivo de atingir diretamente o patrimônio oriundo da atividade criminosa.

As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, com base em apurações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos. Apesar da atuação regional do grupo, todas as medidas desta fase foram executadas na capital.

A operação é um desdobramento da primeira fase, realizada em junho de 2025, quando foram registradas prisões em flagrante e apreensões de drogas, dinheiro e materiais utilizados na comercialização de entorpecentes. As investigações subsequentes indicaram a continuidade das atividades ilícitas, evidenciando uma estrutura organizada e com divisão clara de funções.

Entre os alvos identificados estão fornecedores responsáveis pelo abastecimento de drogas, intermediários e operadores financeiros que atuavam na movimentação de valores, especialmente por meio de transferências eletrônicas como Pix, visando ocultar a origem ilícita dos recursos.

De acordo com o delegado responsável, André Rigonato, o grupo operava de forma coordenada no modelo de rateio de drogas, envolvendo aquisição, fracionamento e distribuição, caracterizando crimes de tráfico e associação para o tráfico.

A segunda fase da operação tem como foco ampliar a coleta de provas e promover a descapitalização da organização criminosa, estratégia considerada essencial para enfraquecer a continuidade das atividades ilegais.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa estadual de enfrentamento às facções criminosas. Também faz parte da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência.

A ofensiva reforça o modelo de atuação integrada e baseada em inteligência, com foco não apenas na repressão direta, mas na neutralização da base financeira das organizações criminosas.

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