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Enfermeira é presa por exercício ilegal da medicina e uso de substâncias irregulares em clínica de estética em Cuiabá

Investigação aponta riscos graves à saúde pública e funcionamento clandestino do estabelecimento

🕒 Publicado em 24/04/2026 às 15:23

Uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso resultou na prisão preventiva de uma enfermeira de 38 anos, proprietária de uma clínica de estética no bairro Jardim Europa, em Cuiabá, na manhã desta sexta-feira (24). A suspeita é investigada por exercício ilegal da medicina e por crimes contra a saúde pública, relacionados ao uso e comercialização de produtos sem autorização sanitária.

A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e teve início após denúncias encaminhadas à Vigilância Sanitária Municipal, que apontavam irregularidades nos procedimentos realizados na clínica. Durante fiscalização conjunta, foram identificadas práticas consideradas exclusivas de médicos, como aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP), ozonioterapia e soroterapia, todas executadas pela investigada.

As equipes também encontraram medicamentos vencidos, produtos importados sem registro no Brasil e substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), incluindo toxina botulínica de origem estrangeira. Os materiais eram armazenados de forma inadequada, sem controle sanitário, aumentando o risco de contaminação e complicações graves aos pacientes.

Segundo a apuração, o estabelecimento funcionava sem alvará sanitário, sem controle de resíduos e sem condições mínimas de biossegurança. Mesmo após interdição pelas autoridades, a suspeita teria continuado atendendo de forma clandestina, utilizando outros locais e tentando abrir uma nova unidade sem autorização.

As investigações também indicam que a mulher se apresentava nas redes sociais como “Dra.”, promovendo procedimentos estéticos invasivos e atraindo clientes com pagamento antecipado, sem possuir habilitação médica para tais práticas.

Além da prisão preventiva, o Poder Judiciário determinou medidas cautelares como busca e apreensão, interdição imediata da clínica, suspensão do CNPJ da empresa, bloqueio das redes sociais e suspensão do registro profissional junto ao Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT).

A investigada já possuía antecedentes por tráfico de drogas e utilizava tornozeleira eletrônica no momento da prisão. As apurações continuam e podem alcançar outros profissionais que estejam atuando de forma irregular no setor estético.

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 197, pela Delegacia Digital ou diretamente na unidade da Decon.

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