O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou nesta quinta-feira (15) que os radares eletrônicos instalados de forma escondida – conhecidos como “caça-níquel” – deixarão de ser utilizados na cidade. Segundo ele, o contrato com a atual empresa responsável pelos equipamentos de fiscalização vence no dia 7 de julho e não será renovado nos moldes atuais.
A administração municipal avalia a realização de uma nova licitação ou a adesão a uma ata de preços para contratação de uma nova fornecedora. O objetivo, de acordo com Brunini, é garantir mais transparência e caráter educativo na fiscalização eletrônica de trânsito.
“Os novos contratos não incluirão o tipo de radar chamado de caça-níquel, que é esse radar escondido. Isso não vai ter mais no município de Cuiabá”, declarou o prefeito.
No lugar dos radares ocultos, a prefeitura pretende instalar lombadas eletrônicas com sinalização visível e display de velocidade, reforçando o caráter preventivo e educativo das medidas. Esses dispositivos já funcionam em alguns pontos da cidade e, segundo o prefeito, têm apresentado resultados positivos na redução de acidentes.
Brunini destacou como exemplos bem-sucedidos os equipamentos instalados em frente ao Parque de Exposições, na Avenida Beira Rio, e ao colégio Dom Pedro II (antigo Presidente Médici). Ele também antecipou que a Avenida Contorno Leste, conhecida pelo alto número de acidentes, deverá receber a nova sinalização.
“Onde estiver lombada com a finalidade de salvar vidas, ela vai estar bem clara, bem ilustrada, com display de velocidade. Lugares escondidos, como a Avenida Dom Bosco e a Prainha, esses radares vão sair”, completou.
Apesar do anúncio, o prefeito não especificou quantos aparelhos serão removidos ou substituídos, tampouco os prazos para que as mudanças sejam implementadas.
A decisão da prefeitura ocorre em meio à auditoria determinada pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, nos sistemas de radares eletrônicos de Cuiabá e Várzea Grande. A fiscalização visa investigar possíveis irregularidades na aplicação de multas e na destinação dos recursos arrecadados. As empresas responsáveis pelos equipamentos e o Inmetro também deverão prestar esclarecimentos sobre a aferição dos aparelhos.




