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Presidente da CCJR, vereadora Samantha Iris rebate acusações de perseguição política feitas por Jeferson Siqueira

Vereadora nega perseguição política e afirma que projetos de todos os parlamentares seguem os trâmites regimentais, sem distinção por posição ideológica.

🕒 Publicado em 15/05/2025 às 17:15

A presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Samantha Iris (PL), respondeu às acusações feitas pelo vereador Jeferson Siqueira (PSD), que alegou estar sendo alvo de perseguição política na tramitação de seus projetos legislativos. Segundo Siqueira, suas propostas estariam sendo deliberadamente retardadas na comissão por conta de sua postura de oposição ao prefeito Abilio Brunini (PL), que é marido de Samantha.

Samantha negou qualquer tipo de favorecimento ou retaliação, e afirmou que todos os projetos seguem os prazos regimentais, independentemente de autoria ou posição política. “Os projetos dele e de todos os vereadores estão dentro do prazo. O mais interessante é que, como eu falei para ele, ele sabe que eu sou presidente da CCJ, mas nunca veio a mim solicitar nenhum posicionamento a respeito dos projetos dele”, declarou.

A parlamentar explicou que projetos com menor complexidade jurídica, como os de nomeação de ruas, são naturalmente analisados com mais agilidade, enquanto propostas mais técnicas ou com vícios de inconstitucionalidade exigem análise mais criteriosa. Um dos projetos de Siqueira, segundo Samantha, foi considerado inconstitucional por tratar do funcionamento de pátios de apreensão de veículos.

“Apesar de ter uma iniciativa interessante, da forma como foi apresentado, ficou incompatível com as normas legais”, pontuou.

Samantha também criticou a postura do colega, afirmando que ele preferiu fazer acusações em plenário ao invés de dialogar com os membros da comissão para buscar soluções viáveis. “A gente sempre busca aguardar quando o parecer é pela rejeição, para que o vereador tenha chance de revisar o texto. Ele poderia ter conversado com a gente da comissão, buscado uma alternativa para tornar o projeto viável. Mas preferiu ir ao plenário fazer uma acusação que não havia discutido comigo antes. Foi uma escolha dele”, disse.

A vereadora ainda destacou que sua atuação na Câmara é independente, mesmo sendo esposa do chefe do Executivo municipal. “Ele esquece que dentro da Câmara eu sou vereadora e quer tratar a minha situação como a situação que ele trata o Executivo e não é bem assim. Aqui eu sou vereadora como todos os outros. Eu respeito todos os processos e esse é meu papel, meu dever”, afirmou.

Ela finalizou dizendo que está à disposição para discutir qualquer projeto e que outros vereadores com postura crítica ao Executivo têm suas matérias tramitando normalmente, ao contrário do que foi alegado por Siqueira. “Ele decidiu tomar esse caminho, então é uma escolha dele”, concluiu.

Da Redação

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