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Vereador Alessandro fala sobre projeto que restringe filmagens e entrada armada no Plenário da Câmara

🕒 Publicado em 13/05/2025 às 19:09

Parlamentar defende projeto que regulamenta filmagens e entrada armada no Plenário; proposta foi retirada de pauta para ajustes após polêmica envolvendo transparência.

Por Ademar Jajah – A Cara do Povo

Durante entrevista concedida ao portal A Cara do Povo, o vereador Alessandro esclareceu sua posição sobre o polêmico projeto que trata da proibição do porte de arma e da realização de filmagens não autorizadas dentro do Plenário da Câmara Municipal. Segundo ele, o objetivo não é restringir a transparência, mas organizar e proteger o ambiente legislativo.

Projeto retirado temporariamente

O parlamentar explicou que o projeto foi retirado de pauta após o pedido de vistas do vereador Samir. “Eu sou favorável ao projeto, mas é preciso fazer alguns ajustes para não gerar interpretações equivocadas”, afirmou Alessandro.

Transparência permanece, diz vereador

Alvo de críticas de parte da sociedade, o projeto foi interpretado por muitos como um retrocesso na transparência do Legislativo. O vereador, no entanto, rebateu: “As sessões já são totalmente filmadas de forma oficial. Antigamente isso não existia. Hoje, qualquer cidadão pode assistir à sessão pelas câmeras da Casa. É praticamente um ‘Big Brother’”, disse.

Alessandro reforçou que o objetivo não é proibir o público ou os vereadores de acompanhar e divulgar os trabalhos, mas sim organizar as gravações oficiais para evitar distorções. “A gente quer que seja divulgado de maneira oficial, com responsabilidade. Tem um contrato com uma empresa que já faz esse trabalho para a Câmara”, explicou.

Sobre restrições a vereadores e assessores

Questionado sobre a proibição de vereadores e seus assessores de gravarem suas próprias imagens, Alessandro justificou: “Já há filmagem oficial. Não precisa cada um fazer a sua. O material produzido pela empresa contratada pode ser usado para divulgação do trabalho parlamentar.”

Vazamento motivou proposta

Segundo o vereador, o projeto surgiu após situações delicadas, como o vazamento de uma reunião interna com o presidente do DAE. “Foi uma reunião informal com vereadores, e acabou sendo divulgada na imprensa. A fala de um vereador virou manchete. Isso mostra que é melhor prevenir do que remediar”, disse.

Armamento no Plenário também está em pauta

Além das gravações, o projeto também trata da proibição de entrada armada no Plenário. Alessandro, que é policial de carreira, se posicionou a favor da medida. “Essa proposta vem na linha de outras casas legislativas. A discussão é legítima. Cada um tem sua opinião, e isso faz parte do processo democrático. Mas é importante preservar o ambiente institucional”, pontuou.

Encerramento

Finalizando a entrevista, o vereador reiterou seu compromisso com a população de Várzea Grande: “A gente sempre coloca o cidadão em primeiro lugar. Tanto é que fui reeleito com mais de mil votos a mais. Estamos aqui para representar e proteger os interesses da nossa cidade.”

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